Fortificações Abaluartadas do Centro Histórico de Elvas

Descobre as majestosas fortificações abaluartadas terrestres, um marco essencial na tua passagem por Elvas, no Alentejo, Portugal.

Fortificações Abaluartadas do Centro Histórico de Elvas
Fortificações Abaluartadas do Centro Histórico
© Câmara Municipal de Elvas

A cidade de Elvas, situada a 8 KM de Badajoz (Espanha), constituiu um ponto estratégico de defesa da fronteira e herdou um vasto património militar de reconhecido valor e autenticidade. Todo o centro histórico foi classificado como Património da Humanidade, as muralhas abaluartadas do séc. XVII, o Forte de Santa Luzia, o Forte da Graça, o Aqueduto da Amoreira e os três fortins: de São Pedro, de São Mamede e de São Domingos ou da Piedade.

 

O conjunto de fortificações de Elvas, cuja fundação remonta ao reinado de D. Sancho II, é o maior do mundo na tipologia de fortificações abaluartadas terrestres, possuindo um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares. Construídas no âmbito da Guerra da Restauração, as muralhas abaluartadas são um exemplo notável da primeira tradição holandesa de arquitetura militar.

É uma fortificação medieval e moderna, em relevo e rasante. Com cercas urbanas medievais interligando torreões. Fortificação abaluartada envolvendo a cidade e transformando-a num imenso quartel, segundo o Método Antigo de Fortificação Holandesa, compreendendo sete baluartes, quatro meios baluartes e um redente ligados pelas competentes cortinas, e várias obras exteriores como revelins e contra-guardas. Integrava a primeira linha defensiva do Alentejo, a par com Campo Maior, Ouguela, Olivença e Juromenha.

Exemplo notável da primeira tradição holandesa de arquitectura militar, a Praça de Elvas é constituída por sete baluartes, quatro meios baluartes e um redente ligados entre si por cortinas, constituindo doze frentes de muralha. O acesso à cidade é feito por três portas duplas (de Olivença, de São Vicente e da Esquina) com decorações bélicas, e por várias poternas que surgem no meio dos fossos (de São Pedro, Porta Velha, de São Francisco, etc.).

As cercas urbanas medievais são construções perpendiculares ao solo com alvenaria de pedra A fortificação abaluartada é constituída por paramentos escarpados de alvenaria de pedra; canhoeiras e parapeitos em alvenaria de tijolo e com formigão de terra e cal; inúmeras edificações (casamatas, paióis, armerias, casas da guarda, guaritas, etc.) junto aos baluartes e portas, em alvenaria de pedra e tijolo com argamassa de cal, usando abóbadas com arco semicircular.

A cerca abaluartada da cidade de Elvas remete-nos para o período da guerra da Restauração (1641-1668) quando Portugal ao garantir a independência se vê imbuído numa nova guerra. Sendo assim, a cidade raiana, ponto nevrálgico da fronteira, tinha que ser alvo de refortificação militar.

A engenharia militar assumia nessa altura um papel fundamental na arte das guerras de fogo e as muralhas fernandinas não asseguravam a defesa da cidade devido à sua verticalidade. É neste panorama que o monarca D. João IV envia o padre jesuíta Cosmander a inspeccionar as fortificações existentes nos país e se necessário a construir novas. João Cosmander, nome português para Jan Ciermans, era um holandês estudioso em arquitectura militar.

Com o país necessitado de técnicos de arquitectura militar moderna rapidamente foi feito coronel antes de chegar a Elvas, nomeada por ele como Praça de Armas da Província do Alentejo. Inspirado em mestres holandeses como Simon Stevin e Samuel Marolois, criadores do primeiro sistema de fortificar holandês, Cosmander vai construir um sistema abaluartado moderno e implacável. Hoje as muralhas seiscentistas de Elvas são um exemplo original de fortificações do séc. XVII que no seu estado de autenticidade são únicas no mundo, especialmente por estarem muito bem conservadas e por manterem a sua autenticidade. São juntamente com o Aqueduto da Amoreira, o grande cartão de visita de Elvas.

Quando chegamos ao séc. XIV, verificamos uma Elvas que novamente extravasa o perímetro das suas antigas muralhas islâmicas. Por esse motivo e pelo perigo de uma guerra a travar com Castela, D. Afonso IV tal como o seu sucessor D. Fernando vão promover uma série de construções militares, entre as quais está a muralha fernandina da cidade de Elvas, importante sentinela da fronteira. Tinha 22 torres e 11 portas. Esta muralha foi quase na totalidade demolida no séc. XVII para a construção das muralhas abaluartadas, restando, no entanto, alguns troços.

Mais informações:

Localização:

Elvas, Alentejo, Portugal.

Preço do ingresso:

Gratuito.

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